Emagrecimento

O número de pessoas com excesso de peso está aumentando no mundo.Por que?

O metabolismo dos seres humanos foi concebido para os homens da antiguidade, que moravam em cavernas e que se alimentavam quando era possível, ao caçar seus alimentos.

Portanto, seu metabolismo era dotado de mecanismos de proteção para que pudessem sobreviver nos longos períodos de escassez.

Assim, explicamos o porquê dos depósitos de gordura que são tão difíceis de ser eliminados! A estas reservas chamamos popularmente de “gorduras localizadas”.

Para o homem da antiguidade, as reservas de energia funcionavam como garantia de sobrevivencia. Hoje, no entanto, são sinônimo de “descuido com o corpo”. A gordura transformou-se em problema para a humanidade, acarretando uma série de doenças metabólicas que estão se transformaram em preocupação no âmbito da saúde pública.

Com o progresso, a oferta de alimentos tornou-se cada vez maior e mais farta. A alimentação está sobrecarregada por gordura saturada. Alimentos derivados de animais, na maioria das vezes são maturados artificialmente pela indução de hormônios. O consumo de bebidas alcoólicas também cresceu. O homem há muito não vive em cavernas e ao invés de caçar para se alimentar, só precisa discar o telefone e receber em casa o “delivery “ do “fast food” que mais lhe agrada. Portanto, concluímos que dadas às facilidades do mundo moderno, o homem aumentou muito seu consumo de calorias. Este fato somado à diminuição da atividade física; aliado a um metabolismo não adaptado às novas condições, temos o grande aumento do número de indivíduos com excesso de peso entre a população.

 

Obesidade é genética?

Embora haja nenhuma comprovação científica, filhos de pais gordos tem cerca de 70% de chance de tornarem-se obesos.

 

Os gordos são aqueles que comem mais?

Nem sempre. O excesso de gordura acontece sempre que um indivíduo ingere mais calorias do que gasta.

Estudos mostram que entre os obesos encontramos aqueles que comem mais, menos ou igual aos magros. Quem nega que já conheceu alguém que seja magro mas come “como um estivador”? Logicamente, esta minoria é alvo de “inveja” de grande parte da humanidade!!!

 

Então, se: obesidade = consumo calórico – gasto calórico, por que tais indivíduos são obesos?

Concluímos que estes indivíduos devem gastar menos energia do que aqueles considerados com “peso normal”. Embora esta afirmação ainda não possa ser encarada como verdade científica,  já comprovou-se que as pessoas podem gastar diferentes quantidades de calorias para manter-se vivas e que os que possuem grau menor de gasto calórico terão maior possibilidade de tornarem-se obesos no decorrer de sua vida.

Além disto, podemos questionar se os obesos gastam menos energia ou movimentam-se menos. Sabemos também que isto não é totalmente verdade, pois embora em minoria, existem aqueles gordinhos “elétricos” mais ativos que toda a “turma”, não existem?

 Em resumo, os fatores que levam à obesidade não são totalmente elucidados, mas os gordinhos não devem ser  taxados de “indolentes” nem de “comilões”. Muito provavelmente sejam assim por apresentarem mais dificuldade de queimar os alimentos  que consomem!!

 

Mas, por que é tão difícil emagrecer e manter-se magro?

Partindo do conceito anterior fica claro que o nosso corpo tende a preservar suas reservas de energia ,“encarando-as” como uma garantia para eventuais épocas de crise.

Aliado a este fato, há o princípio da manutenção do equilíbrio interno. Através deste conceito, do ponto de vista metabólico a preservação do equilíbrio é mais importante para o nosso corpo do que a busca do peso ideal. Toda dieta propiciará uma situação de transtorno e escassez durante seu processo e ao seu final, acabará forçando o organismo a readaptação ao seu novo peso. Para nosso metabolismo a privação imposta pela dieta é interpretada como um estado de carência e cabe a ele “preservar a vida” do indivíduo e portanto, lança mão de mecanismos para  resistir ao processo de emagrecimento.

No entanto, é possível “reeducar” o metabolismo e atingir  a meta desejada: o peso ideal.

O grande erro é que a maioria das pessoas encara a obesidade como um problema agudo e transitório, que uma vez “resolvido”, após o paciente atingir o peso desejado, estará “solucionado”.

No entanto, na maior parte das pessoas a obesidade é um problema crônico que deverá ser mantida sob controle pelo resto da vida!! Se, ao atingirmos o “peso ideal” suspendemos rapidamente a dieta, o corpo interpreta como o final da “temporada de crise” e inicia o mais rápido possível o processo de reacúmulo de energia, ou seja, de gordura, e o que é pior, desta vez acumulará o excesso que for possível pois está “traumatizado” com a crise recém vivenciada. Além do mais ficará mais alerta para preservar ao máximo seus depósitos para impedir que o corpo se “consuma”.

Conclusão: o paciente pode não estar mais obeso mas ,se não se cuidar, voltará ao estado de obesidade. É um “obeso em potencial”.

 

Mas então, como posso manter o peso desejado?

O segredo é estabilizar o metabolismo à sua nova condição .Lembre-se que o corpo humano segue o princípio do equilíbrio interno, ou seja, se o “novo-magro” mantiver o peso por tempo suficiente para criar um novo perfil de metabolismo, uma nova consciencia corporal, será mais difícil a súbita retomada de peso, pois, se reprogramará para manter-se em outro estado de equilíbrio. Logo, a manutenção do peso é uma das chaves para o sucesso!! Emagrecer é importante. Manter-se magro é imprescindível para os que chegaram até aí!!

Ou seja, o preço da manutenção do peso é a eterna vigilância.

 

É verdade que a cada nova dieta o corpo tem mais dificuldade para emagrecer?

É a mais pura verdade. Homeostase, equilíbrio. Este é o desafio do corpo humano. Cada nova dieta é percebida como uma nova agressão. Em especial se a dieta for extremamente restritiva ou muito pobre em algum gênero alimentar. Haverá uma resistência natural à perda de peso. O corpo humano passa a desenvolver mecanismos para dificultar cada vez mais o processo de emagrecimento.

Por outro lado, cada vez que uma dieta mirabolante é abandonada subitamente, o “sofrido” sistema metabólico, mais “traumatizado” a  cada malfadada empreitada, torna-se mais “inteligente” e mais apto a burlar a próxima tentativa. Em resumo, a cada nova dieta é mais difícil perder peso e mais fácil recuperá-lo de volta,  com algum excedente.

 

Os remédios para emagrecer ajudam? Como?

As medicações usadas no processo de emagrecimento podem ser classificadas em diferentes grupos, segundo seu mecanismo de ação. Cada uma deve ser estudada separadamente, pois, todos os grupos possuem aspectos positivos e negativos.

À principio, parecem ser uma solução “mágica”, garantindo êxito e abreviando o período de emagrecimento. Entretanto, tais medicações possuem características preocupantes, algumas delas podem causar dependência, outras efeitos colaterais desagradáveis e se forem suspensas sem o devido cuidado, em sua ausência podem facilitar a retomada rápida de peso, em especial se o processo de emagrecimento não foi acompanhado pela reeducação dos hábitos alimentares.

A melhor maneira de utilizá-los é seguindo a orientação de um profissional especializado em emagrecimento.

O que deve ser evitado a todo preço é a auto-medicação que pode causar sérios distúrbios metabólicos para o resto da vida. Não acredite em mágica. Milagres são possíveis mais exigem determinação e empenho.

 

Devo consultar um Endocrinologista ou um Nutricionista para emagrecer?

O médico Endocrinologista é o especialista no estudo das glandulas e do metabolismo. É este especialista que está mais familarizado com os fatores clínicos envolvidos no ganho e perda de peso. Este profissional está apto a avaliar clinicamente o paciente e com ele definir suas metas e discutir o uso de medicações de apoio, caso sejam indicadas.

O Nutricionista, por sua vez, é mestre nos alimentos. Ele poderá tornar o processo de emagrecimento em algo mais agradável e possível de ser realizado, pois, adequará as preferencias individuais às necessidades calóricas de cada indivíduo, considerando seu peso, sua altura e atividades físicas diárias.

Ele será o especialista mais preparado para indicar os suplementos alimentares específicos para cada caso, acelerando os resultados positivos obtidos com o tratamento.

Assim, ambos são importantes e complementares no processo de emagrecimento.

 

Apoio psicológico ajuda?

Sem dúvida que sim. Todo o processo terapêutico foca o auto-conhecimento e vai ajudar-nos a perceber nossos reais objetivos e a buscar dentro de nós mesmos a força

necessária para vencer as barreiras.

Em determinados quadros clínicos compulsivos, a terapia é fator imprescindível para o sucesso do tratamento, mas em todas as circunstancias o caminho para o  auto-conhecimento é sempre rico e frutífero.

 

Então, não é adequado falarmos em regime ou dieta para emagrecer?

A tendência à obesidade é uma característica genética, vem escrita em cada um de nossos genes. Portanto, a empreitada do emagrecimento é mais difícil quanto maior for nossa predisposição genética para a obesidade.

No entanto, é possível manter-se magro desde que se adote a redução alimentar como preceito para a vida.

Esteja certo de que vale a pena pois você não vai apenas ficar mais magro, bonito e feliz consigo mesmo.... vai ter mais saúde!





Consultas e Atendimento:
Av. dos Imarés, 804 - Moema
Tel.: 11 5533 6888

Design AC7StudioDesign e Programação DOAcomm
©2010/2018 - Dermacentro - Medicina Especializada - Todos os direitos reservados
Diretora Técnica: Eidi Motta Cardoso - CRM 74468 | Dermacentro - CRM 9211